Falar com os meu avós sobre amor deixava-me embasbacada sobre a dimensão prosaica da vivência a dois. As decisões na relação viviam de outros compromissos: com a família alargada ou com a sobrevivência.
E no entanto, alguém nos pregou que o amor era para ser vivido até à última gota, até à exaustão. As histórias de amor que se contam levam sempre à loucura de um ou à extinção do outro.
E de repente...no meio de tanta produção seguindo os cânones da Antiga Tragédia do inevitável eis que toda a gente da nossa geração pós-moderna descobriu que o amor deve ser vivido de forma saudável e só nos limites do que é bom e conciliável com a vida e aspirações de cada um.
Ou seja, só amamos até que isso nos seja conveniente e não implique mudar-me, «abdicar-me». Mas eis que as mensagens são confusas!!! Porque continua a haver o apelo da aproximação e do conforto. Qual a solução portanto? Ir trocando. De forma saudável claro, ou seja nem promíscua nem resignada, um meio termo. Ponderado e racionado de preferência.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
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