A versão celestial de Eurico Carrapatoso a partir de uma música do Cancioneiro Popular Português « oh Bento Airoso».
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
define amor.semana 5
Falar com os meu avós sobre amor deixava-me embasbacada sobre a dimensão prosaica da vivência a dois. As decisões na relação viviam de outros compromissos: com a família alargada ou com a sobrevivência.
E no entanto, alguém nos pregou que o amor era para ser vivido até à última gota, até à exaustão. As histórias de amor que se contam levam sempre à loucura de um ou à extinção do outro.
E de repente...no meio de tanta produção seguindo os cânones da Antiga Tragédia do inevitável eis que toda a gente da nossa geração pós-moderna descobriu que o amor deve ser vivido de forma saudável e só nos limites do que é bom e conciliável com a vida e aspirações de cada um.
Ou seja, só amamos até que isso nos seja conveniente e não implique mudar-me, «abdicar-me». Mas eis que as mensagens são confusas!!! Porque continua a haver o apelo da aproximação e do conforto. Qual a solução portanto? Ir trocando. De forma saudável claro, ou seja nem promíscua nem resignada, um meio termo. Ponderado e racionado de preferência.
E no entanto, alguém nos pregou que o amor era para ser vivido até à última gota, até à exaustão. As histórias de amor que se contam levam sempre à loucura de um ou à extinção do outro.
E de repente...no meio de tanta produção seguindo os cânones da Antiga Tragédia do inevitável eis que toda a gente da nossa geração pós-moderna descobriu que o amor deve ser vivido de forma saudável e só nos limites do que é bom e conciliável com a vida e aspirações de cada um.
Ou seja, só amamos até que isso nos seja conveniente e não implique mudar-me, «abdicar-me». Mas eis que as mensagens são confusas!!! Porque continua a haver o apelo da aproximação e do conforto. Qual a solução portanto? Ir trocando. De forma saudável claro, ou seja nem promíscua nem resignada, um meio termo. Ponderado e racionado de preferência.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Pensar demasiado.semana 4
Um dia, na escola onde trabalho, um professor disse-me que me analisava a minha íris para me diagnosticar maleitas da alma, do corpo e outras... Entre outras coisas, como um aparelho digestivo completamente disfuncional, um mau-feitio do caraças, este professor mal olhou para os meus olhos disse-me: «tu estás sempre a pensar, nunca páras!»
Não disse nada. Estou sempre a pensar? Claro que estou sempre a pensar! Mas isso não é normal? Pois ainda de tempos a tempos penso nisto que este senhor me disse. Certa vez olhei bem para o fundo dos olhos do meu namorado no meio daquelas conversas cheio de emoções e coisas complexas e pergunto no meio daqueles silêncios: «O que é que tu estás a pensar?» e ele responde: «nada» «NADA? COMO? NÃO É POSSÍVEL PENSAR EM NADA». «mas eu não estou a pensar em nada». eu não estava a acreditar naquilo que estava a ouvir! que ultraje!! que mentira descarada!!
Como devem estar a adivinhar o meu namorado em várias outras ocasiões em que eu, insistente, incrédula, lhe pergunto a mesma coisa, ele a mesma resposta pronta me atira (agora algo receoso): «não estou a pensar em nada».
Então, um dia pensei: «E SE ELE NÃO PENSA REALMENTE EM NADA!!!» que raio, como é que é o NADA? é branco? roxo? prateado?
E se tiver bolinhas?
Bem, se calhar eu realmente gero muitos muitos pensamentos por segundo, por centésimos de segundo. Que grande desperdício? Devem imaginar a porcaria que jorra. Imaginem no combóio para o trabalho : desde as unhas da minha vizinha do lado, à revista que lê o senhor que se vê pelo canto esquerdo, o olhar pardo da jovem com cabelo desalinhado, os óculos da moda do adolescente da frente, o relatório que tenho de entregar amanhã no trabalho, a azia da noite passada, a consulta que me esqueci de marcar, a notícia dos jornais "de deitar fora", o penteado do sócrates...
socorro
Não disse nada. Estou sempre a pensar? Claro que estou sempre a pensar! Mas isso não é normal? Pois ainda de tempos a tempos penso nisto que este senhor me disse. Certa vez olhei bem para o fundo dos olhos do meu namorado no meio daquelas conversas cheio de emoções e coisas complexas e pergunto no meio daqueles silêncios: «O que é que tu estás a pensar?» e ele responde: «nada» «NADA? COMO? NÃO É POSSÍVEL PENSAR EM NADA». «mas eu não estou a pensar em nada». eu não estava a acreditar naquilo que estava a ouvir! que ultraje!! que mentira descarada!!
Como devem estar a adivinhar o meu namorado em várias outras ocasiões em que eu, insistente, incrédula, lhe pergunto a mesma coisa, ele a mesma resposta pronta me atira (agora algo receoso): «não estou a pensar em nada».
Então, um dia pensei: «E SE ELE NÃO PENSA REALMENTE EM NADA!!!» que raio, como é que é o NADA? é branco? roxo? prateado?
E se tiver bolinhas?
Bem, se calhar eu realmente gero muitos muitos pensamentos por segundo, por centésimos de segundo. Que grande desperdício? Devem imaginar a porcaria que jorra. Imaginem no combóio para o trabalho : desde as unhas da minha vizinha do lado, à revista que lê o senhor que se vê pelo canto esquerdo, o olhar pardo da jovem com cabelo desalinhado, os óculos da moda do adolescente da frente, o relatório que tenho de entregar amanhã no trabalho, a azia da noite passada, a consulta que me esqueci de marcar, a notícia dos jornais "de deitar fora", o penteado do sócrates...
socorro
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Rotinas.Semana 3
Esta mensagem está atrasada....meteu-se o tempo todo dos compromissos, dos "tenho de", da rotina [Nota De Escritor: Lagarto que vive no habitat dos dias].
Então, o que aconteceu foi que, entre a última semana e esta meteram-se outras tantas (daquelas que regem a agenda dos mortais).
Pois bem, tenho já novas rotinas instaladas...entre elas: o chatear-me com o trabalho, com as peúgas desarrumadas, com o trânsito do IC19. O chegar a casa e deixar a mala do chão do corredor e procurar tostas/ou material rapidamente digerível. O lamentar não ter tempo para algumas coisas vagamente mágicas, como tocar, ler, namorar.
Pois bem....cá estou eu novamente ligada aos mecanismos da vida moderna.
Até para a semana.
Subscrever:
Comentários (Atom)